Dia das Crianças também é dia de fightwear
O último presente de Dia das Crianças que ganhei foi um quimono trançado da Atama, em 1995.
Quando comecei a treinar jiu-jitsu, em abril daquele ano, usava um quimono bem simples e barato, feito de tecido liso. À medida que fui entendendo melhor a modalidade, também comecei a perceber as diferenças entre os materiais e descobri que os quimonos de melhor desempenho utilizavam tecidos mais resistentes e trançados.
Quando passei a treinar diariamente, percebi que o jiu-jitsu realmente era a minha luta. Foi então que pedi aquele que acabaria sendo meu último presente de Dia das Crianças: um quimono melhor.
Mais de 30 anos depois, continuo praticando e mantenho uma relação especial com esse tipo de roupa. Para quem luta, o quimono deixa de ser apenas uma peça de vestuário. Muitas vezes, ele passa a fazer parte da própria experiência do esporte. Para mim, vestir um quimono sempre trouxe um pouco da sensação de colocar uma armadura.
Hoje, com a popularização de diferentes modalidades de luta, como jiu-jitsu, judô, capoeira e MMA, também cresce a presença de roupas e equipamentos esportivos desenvolvidos para crianças.
É um segmento interessante para a indústria têxtil porque reúne exigências bastante específicas. Resistência, conforto, mobilidade, durabilidade e segurança precisam caminhar juntas em peças submetidas constantemente a atrito, tração, suor e movimentos intensos.
No caso do jiu-jitsu, essa relação entre esporte e desenvolvimento têxtil fica ainda mais evidente. Quimonos precisam suportar puxões e movimentos repetitivos durante os treinos e competições e, ao mesmo tempo, permitir mobilidade ao atleta.
Não encontramos dados públicos suficientemente consolidados para dimensionar especificamente o mercado brasileiro de fightwear infantil. Mas o crescimento da prática de esportes de combate e a presença cada vez maior de crianças nessas modalidades abrem espaço para marcas, confecções e fornecedores desenvolverem produtos voltados a esse público.
E existe também um aspecto que vai além do produto. Quando praticadas com orientação adequada, as artes marciais trabalham valores como disciplina, respeito às regras, autocontrole e convivência com outras pessoas.
O jiu-jitsu brasileiro tem ainda uma relação especial com o país. A modalidade tem origem em técnicas japonesas que chegaram ao Brasil no início do século XX e foram adaptadas e desenvolvidas aqui, dando origem ao que hoje é conhecido mundialmente como Brazilian Jiu-Jitsu, ou BJJ.
Talvez por isso seja tão interessante perceber como uma lembrança tão simples da infância, como ganhar um quimono de presente, pode nos levar a olhar para toda uma cadeia que envolve esporte, comportamento, moda e tecnologia têxtil.
E essa é justamente uma das conexões que buscamos mostrar nas feiras do Febratex Group: como os têxteis estão presentes em diferentes mercados e aplicações, muitas vezes em segmentos que vão muito além da moda tradicional.
Se quiser conhecer mais sobre materiais, tecnologia e inovação para a indústria têxtil e de confecção, visite nossas feiras em 2027 e 2028:
Tecnotêxtil Brasil
27 a 30 de abril de 2027
Americana/SP
Goiás Tech Fashion
22 a 24 de junho de 2027
Goiânia/GO
Febratex Summit
24 a 26 de agosto de 2027
Blumenau/SC
Maquintex + Signs + Pack&Graph
5 a 7 de outubro de 2027
Agreste Tex
4 a 7 de abril de 2028
Caruaru/PE
Febratex
22 a 25 de agosto de 2028
Blumenau/SC
Mais informações: febratexgroup.com.br
Fontes: Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, “Jiu-Jitsu brasileiro – aspectos históricos” Senado Federal, pronunciamento sobre Hélio Gracie e o desenvolvimento do Jiu-Jitsu no Brasil.
Obrigado!
Hélvio Pompeo Jr. – Diretor de Operações