Varejo de móveis e colchões se transforma e ganha novo perfil
Por Eleni Kronka – jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Pesquisa do IEMI mostra que o varejo de móveis e colchões passou por forte transformação nos últimos cinco anos, impulsionado pelo avanço do e-commerce, pela adaptação pós-pandemia e pela crescente incorporação de práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva.
O setor varejista de móveis e colchões passou por profundas transformações nos últimos cinco anos, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, avanços tecnológicos e pelos efeitos da pandemia. É o que revela o Estudo dos Canais do Varejo de Móveis e Colchões 2026, desenvolvido pelo IEMI – Inteligência de Mercado.
O levantamento oferece um panorama abrangente da evolução do mercado nesse período. Entre os aspectos tratados, traz uma análise integrada das linhas de produtos, canais de venda, perfil das empresas, mão de obra empregada e principais players do segmento.
Resiliência de mercado a partir da pandemia
De acordo com o consultor e diretor do IEMI, Marcelo Prado, a pandemia representou um divisor de águas para o setor. “Aquele momento foi um marco no desempenho do setor, foi uma prova de resiliência, bem como de forte adaptação à nova configuração do mercado”, afirma.
Segundo Prado, a pesquisa permite compreender como fabricantes, distribuidores e varejistas reagiram às mudanças impostas pelo cenário econômico e social, consolidando novos modelos de negócios e estratégias de comercialização.
Estudo detalha preços, volumes e comportamento da demanda
O estudo reúne também dados sobre a evolução das vendas em volume e valor por linha de móveis e colchões. O levantamento acompanha a curva de preços praticados nos diferentes canais de comercialização, indicador considerado estratégico para toda a cadeia produtiva. “O estudo aponta a curva de preços por canal, o que representa um ‘termômetro’ para fabricantes, distribuidores e varejistas”, destaca o executivo.
E-commerce cresce, mas lojas físicas seguem predominantes
A pesquisa destaca o avanço contínuo das vendas pela internet. O comércio eletrônico registrou, por exemplo, crescimento de 43% entre 2021 e 2025, consolidando-se como um dos motores da expansão do setor.
Apesar do desempenho expressivo, o varejo físico mantém papel fundamental na comercialização de móveis e colchões. Segundo Prado, as lojas especializadas e os pontos de venda localizados em ruas respondem por cerca de 90% das vendas realizadas no país.
Importações chinesas mantêm forte participação no mercado
O levantamento evidencia a relevância do Brasil no cenário moveleiro mundial, tanto pela capacidade produtiva quanto pela presença nos mercados externo e interno. As importações continuam, porém, em alta. Segundo o IEMI, 73% dos produtos importados pelo Brasil nos últimos cinco anos tiveram origem na China.
Sustentabilidade avança como prioridade estratégica
A agenda de sustentabilidade, tema em destaque no Salão de Móveis de Milão 2026, marca presença na indústria nacional. A tendência é que práticas sustentáveis deixem de ser diferenciais e passem a integrar todas as etapas da cadeia produtiva, desde a matéria-prima até a chegada do produto ao consumidor final.
Segundo o IEMI, o setor tem a preocupação em caminhas em direção ao modelo de design mais circular e sistêmico, no qual materiais, processos produtivos e cadeias de suprimentos são concebidos de forma integrada.
Para mais informações sobre o desempenho do setor, acesse o Estudo dos Canais do Varejo de Móveis e Colchões 2026, ou acesse o site do IEMI e fale com um consultor.