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Varejo de moda: estimativa moderada para o inverno 2026

Por Eleni Kronka – jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.

Mesmo diante de incertezas econômicas, varejo de moda brasileiro deve registrar leve crescimento na temporada de inverno 2026, com avanço mais expressivo em faturamento.

Março tradicionalmente marca a chegada das coleções de inverno às vitrines – seja nas lojas físicas, seja nas plataformas digitais. O consumidor também aguarda esse momento para compor o guarda-roupa da temporada.

Mas há diversos fatores a serem considerados desde o desejo até a compra. Isso porque pesam hoje componentes externos, como a guerra no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo, questões políticas em ano eleitoral e até a proximidade da Copa do Mundo.

Projeções indicam crescimento discreto em volume

Nesse cenário, o IEMI – Inteligência de Mercado projeta o desempenho do varejo de moda entre maio e agosto de 2026. Segundo Marcelo Prado, consultor e sócio do instituto, o varejo brasileiro de vestuário deve atingir 1,85 bilhão de peças comercializadas no período.

A estimativa é considerada conservadora, levando em conta a conjuntura atual e os resultados da temporada de outono-inverno do ano passado. Na ocasião, as vendas somaram cerca de 1,84 bilhão de peças, o que representa modesto crescimento de 0,65% neste ano.

Faturamento cresce acima do volume

Em termos de receita, o cenário é mais otimista. As vendas devem alcançar R$ 63,34 bilhões, avanço de 4,2% em relação aos R$ 60,79 bilhões registrados na temporada anterior.

“Os números indicam um cenário de recuperação gradual do consumo, ainda marcado por cautela tanto do varejo quanto dos consumidores”, observa Prado.

E-commerce em fase de maturidade

Os desafios atingem tanto o varejo físico quanto o comércio eletrônico. “O e-commerce brasileiro atravessa uma transição estrutural”, afirma Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil, evento realizado recentemente em São Paulo.

“Saímos de uma fase de expansão acelerada para um estágio de racionalidade estratégica. O capital está mais seletivo, o consumidor está mais criterioso e a eficiência operacional passou a ser determinante”, salienta o executivo. Em moda, beleza e casa, essa equação é ainda mais complexa, segundo ele. “É um processo que envolve construção de marca, cadeia produtiva, logística sensível e percepção de valor. O desafio agora é integrar tecnologia, dados e experiência”, analisa.

Relação com o consumidor

Para a consultora de varejo de moda Juliana Frasson, o fortalecimento da relação com o consumidor e o uso estratégico das mídias digitais são fundamentais para impulsionar os negócios.

“É hora de o varejista conhecer e reconhecer os atributos de seu público ou persona. Também é o momento de identificar características próprias e da equipe de vendas. Esses elementos geram dados que resultam em maior sinergia para o negócio”, assegura.

Metodologias e dados como aliados

Adepta da metodologia DISC, Frasson aplica ao varejo de moda um modelo amplamente utilizado no mundo corporativo. “Ao identificar perfis como dominante, influenciador, estável e conformador, empresários e equipes conseguem estabelecer bases mais eficazes de diálogo com o público”, explica.

Físico e digital integrados

Juliana Frasson destaca que o varejo vem explorando novos caminhos, especialmente nas mídias digitais, sem tornar-se impessoal.

“Muitas lojas de regiões centrais estão migrando para bairros para se aproximar de seu público. Ao mesmo tempo, recursos como o status do WhatsApp, os stories do Instagram e o TikTok Shop permitem apresentar as novidades ao cliente”, comenta.

Caso haja interesse, o consumidor pode agendar a visita à loja física no horário mais conveniente. “A lista de conveniências é extensa, combinando recursos físicos e digitais para tornar a venda mais efetiva”, conclui.

Dados visando à gestãoO IEMI – Inteligência de Mercado dispõe do maior conjunto de dados sobre o setor têxtil e de confecção. Com metodologia própria, realiza o estudo abrangente desse mercado há quatro décadas. Para conhecer os conteúdos e demais ferramentas para a potencialização dos negócios, acesse o site iemi.com.br, conheça o Estudo do Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios 2026, ou fale com o time de consultores.

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