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Presença feminina molda consumo e dinâmica da moda

Por Eleni Kronka – jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.

Pesquisa revela crescimento da presença feminina na população, no consumo e na influência sobre o mercado têxtil e de confecção.

A pesquisa “O Papel das Mulheres no Mercado Têxtil e Moda”, elaborada pelo IEMI – Inteligência de Mercado, vai além de números sobre vendas: o estudo propicia a análise abrangente sobre o consumo, traçando perfis e apontando possibilidades. Apresentado pelo consultor e diretor do IEMI, Marcelo Prado, durante o “Conversa Aberta” – programa virtual da Abit –, o levantamento mostra aspectos sobre como a presença feminina impacta diretamente a dinâmica do setor no Brasil

A apresentação, realizada por ocasião do Dia da Mulher, contou também com a participação de Cláudia Cicolo, sócia e gestora de Cultura e Desenvolvimento Humano da Confecções T. Christina, e de Isadora Landau Remy, presidente da Werner Fábrica de Tecidos.

Crescimento populacional e avanço das mulheres

Dados do IBGE analisados pelo estudo mostram que a população brasileira passou de 169,8 milhões de habitantes em 2000 para 212,6 milhões em 2024, um crescimento de 25,2%. Dentro desse cenário, o número de mulheres subiu de 86,2 milhões (50,8% da população) para 108,9 milhões (51,2%), registrando aumento de 26,3%. Já a população masculina passou de 83,6 milhões para 103,7 milhões no mesmo período, crescimento de 24%, mantendo participação proporcionalmente menor.

Mudanças sociais e econômicas

Além da evolução demográfica, o levantamento do IEMI também aponta transformações no comportamento socioeconômico da população. Entre 2000 e 2024, o gasto médio das famílias brasileiras aumentou 85%, enquanto o valor do salário-mínimo acumulou crescimento de 110%. Outro indicador relevante é a queda da taxa de natalidade: a média passou de dois filhos por mulher para 1,6, refletindo mudanças no perfil das famílias e na participação feminina na vida profissional e econômica.

Novos hábitos de consumo e estilo de vida

Mudanças no estilo de vida também impactam diretamente a indústria da moda. Um exemplo destacado na pesquisa é o crescimento do setor de academias no Brasil. Em cerca de 25 anos, o número de estabelecimentos saltou de 4 mil para 29 mil unidades no país. O total de frequentadores acompanhou essa expansão, passando de 900 mil pessoas em 2000 para cerca de 10,3 milhões em 2024 — movimento que influencia o desenvolvimento de categorias como moda fitness e roupas esportivas.

Mulheres lideram a demanda por moda

O levantamento mostra que as mulheres são as principais responsáveis pelo consumo de diversos segmentos de vestuário. Segundo Marcelo Prado, a consumidora responde por 76% das compras de artigos de moda íntima e praia. No segmento de meias, 68% das vendas correspondem a produtos femininos, evidenciando o peso desse público nas decisões de compra do setor.

Participação dominante em diferentes segmentos

A presença feminina também se destaca em outras categorias importantes do mercado. No jeanswear, as mulheres representam 61% das peças comercializadas, enquanto no casualwear ficam com 58% dos artigos vendidos. Esses números reforçam o papel central da consumidora na definição de tendências, volumes de produção e estratégias comerciais das empresas de moda.

Impacto estratégico para a indústria

Considerando todos os segmentos analisados, a pesquisa do IEMI revela que as mulheres respondem por 58% da demanda total de vestuário no Brasil. A pesquisa apresentada sintetiza elementos presentes em diferentes levantamentos realizados pelo IEMI, com informações disponíveis no próprio site iemi.com.br bem como a área dedicada à apresentação dos estudos. Se preferir, fale com um consultor do IEMI para ter acesso a informações completas. 

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