Febratex GroupSem categoria IEMI analisa duas décadas do setor de móveis e colchões

IEMI analisa duas décadas do setor de móveis e colchões

Por Eleni Kronka – jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.

Levantamento realizado há 20 anos pelo aponta crescimento moderado no mercado interno, com avanço relevante nas exportações.

Duas décadas de monitoramento estratégico

O IEMI – Inteligência de Mercado apresenta um amplo levantamento sobre o desempenho do setor brasileiro de móveis e colchões, abarcando o intervalo entre 2004 e 2024. O período coincide com os 20 anos do lançamento do Relatório Brasil Móveis, relatório publicado com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). O estudo consolida dados estruturais do mercado, permitindo uma visão histórica da performance nacional e internacional do setor.

Colchões superam média do setor

Segundo o IEMI, a produção de móveis em volume de peças acumulou crescimento de 36% no período analisado. Já o segmento de colchões apresentou desempenho mais expressivo (68%), superando a média do setor moveleiro. “É notável que o segmento de colchões teve performance significativamente acima da média, superando o crescimento do setor de móveis”, afirma Marcelo Prado, diretor do IEMI.

Preços, produtividade e renda industrial em alta

De forma geral, tanto móveis quanto colchões registraram aumento médio nominal de 9% nos preços praticados pela indústria. No mesmo intervalo, a produtividade do setor cresceu 11%, enquanto a receita gerada por funcionário avançou 21%, indicando ganhos de eficiência operacional e maior agregação de valor na cadeia produtiva.

Consumo das famílias avança, mas abaixo da média geral

Entre 2004 e 2024, o gasto médio das famílias brasileiras, em valores, apresentou crescimento de 75%. No entanto, as despesas especificamente com móveis e colchões avançaram 50% no período — desempenho relevante, embora inferior à expansão média do consumo familiar total.

Comércio exterior ganha relevância

No comércio internacional, o período de 2019 a 2024 foi marcado por expansão. As exportações brasileiras de móveis e colchões cresceram 18,5%, alcançando US$ 763 milhões no último ano analisado. O pico ocorreu em 2021, quando o Brasil se beneficiou da ausência temporária da China no abastecimento global. Já as importações avançaram 33% no período, totalizando US$ 298 milhões (FOB), o que evidencia maior integração do país ao fluxo global de mobiliário.

Mercado global em franca expansão

No cenário internacional, a China foi o principal país fornecedor da União Europeia e significou 69,6% do total importado extra área em 2024. Essa grande participação chinesa reflete a tendência geral de importações de móveis no mundo como um todo. O Brasil ocupou a 21ª posição, em 2024, como exportador de móveis para o bloco e totalizou 0,5% do total.

As vendas extra área continuaram fortemente direcionadas aos mercados dos Estados Unidos e Suíça, os quais conjuntamente representaram 46,2% das exportações da União Europeia em 2024. Os valores das importações brasileiras ao bloco foram relativamente pequenos: o país ocupou a 41ª posição entre os maiores importadores da União Europeia em 2024 e contou com 0,3% de participação.

Inteligência de dados, visando a projeções

Conte com o time de analistas do IEMI – Inteligência de Mercado para interpretar e projetar os resultados de negócios. Para isto, tenha acesso ao estudo do Mercado Potencial de Colchões e Camas-Box 2026, acompanhe o conteúdo desse e de outros setores disponibilizados no site do IEMI.

Translate »